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Geração Distribuída: o que é e quais são os seus benefícios

Atualizado: Ago 25



Você já ouviu falar sobre Geração Distribuída (GD)? Essa é uma pauta que está se popularizando no Brasil e vem gerando novos rumos para produção elétrica. Pensando nisso, neste texto vamos expor o que ela representa, quais são os seus benefícios e porque eles têm chamado tanta atenção. Boa leitura!



O impacto da Geração Distribuída em nossas vidas


De acordo com o Ibope Inteligência de 2020, nove em cada 10 brasileiros quer gerar a própria energia em casa. Já quem faz parte desse cenário contribuiu para que o setor economizasse somente em novembro de 2020 mais de R$ 400 milhões com termelétricas.


Sendo assim, é importante entender que a GD é um termo utilizado para designar justamente isso: a geração elétrica realizada através de sistemas de geradores próximos ou até mesmo na unidade consumidora, como é o caso da energia solar. Essa modalidade é o oposto da geração centralizada, mais tradicional, onde as grandes usinas geram energia e enviam aos consumidores através das distribuidoras locais.


Desde 2012, a GD foi estabelecida e propõe que o brasileiro possa gerar a sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada, fornecendo o excedente para a rede de distribuição da sua localidade. De lá para cá a Geração Distribuída tem surtido bons efeitos:

  • Temos a previsão de que em 2021 a GD deve gerar mais de 118 mil novos empregos, além de mais de R$ 16 bilhões em investimentos e mais de R$ 4,5 milhões em arrecadação aos cofres públicos;

  • Conforme a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), até o primeiro mês de 2020, o Brasil atingiu 2 GW de potência instalada em GD. Número que compreende sistemas de microgeração e minigeração distribuída tanto em residências, indústrias e comércios, como também em propriedades rurais, serviços públicos e pequenos terrenos.


O que é microgeração e minigeração?


Anteriormente trouxemos esses dois termos e eles dizem respeito sobre como a GD pode ser executada dentro de um respectivo local. Dessa forma:

  • Microgeração: Sistema gerador de energia elétrica através de fontes renováveis, com potência instalada inferior ou igual a 75 KW;

  • Minigeração: Sistema gerador de energia elétrica com potência instalada superior a 75 KW e menor ou igual a 3 MW (para fonte hídrica) e menor ou igual a 5 MW para as demais fontes renováveis (solar, eólica, biomassa e cogeração qualificada).

Dentre as modalidades de GD, e de como elas podem ser executadas, a mais comum é a junto à carga. Nesse formato, o sistema fica instalado na unidade consumidora que irá aproveitar os benefícios da energia gerada. Em 2015, o texto da Resolução Normativa de 2012 foi alterado e, portanto, passou a contar com novas modalidades de Geração Distribuída. Confira:

  • Autoconsumo Remoto;

  • Empreendimento de Múltiplas UCS;

  • Geração Junto à Carga;

  • GD Compartilhada.



Quais os benefícios da GD


Até aqui podemos entender o que é a Geração Distribuída, suas modalidades, de que forma são executadas e o impacto que vem trazendo para a sociedade como um todo. Indo ao encontro disso, vamos comentar agora sobre os benefícios da GD.


A economia que a Geração Distribuída fornece na fatura de luz é, sem dúvidas, um dos maiores atrativos. Outro benefício é que estamos no País com um ótimo recurso solar e com uma diversificação da matriz energética. Como se não bastasse, ainda há uma série de outras vantagens quando se aposta na GD. Dá só uma olhada:

  • Geração de empregos com qualidade;

  • Possibilidade do desenvolvimento da cadeira produtiva nacional;

  • Melhor aproveitamento dos recursos;

  • Maior eficiência energética em empreendimentos;

  • Independência energética - o consumidor não se torna refém das altas tarifas das distribuidoras e da inflação;

  • Baixo impacto ambiental.



Incentivos nacionais


Por fim, damos destaque aos incentivos públicos e privados que só crescem no Brasil, buscando impulsionar ainda mais a Geração Distribuída, viabilizando sua instalação ao mesmo tempo que garante progresso a toda a população.


No âmbito nacional, o Governo Federal é autor do Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), que tem o intuito de fomentar a GD no Brasil.


Em adição a isso, outras formas de incentivo aplicadas foram: desoneração do PIS/Pasep e do COFINS que incidem sobre a geração distribuída de energia solar; dedução do imposto de renda por amortização de equipamentos; resgate do FGTS para aquisição de sistemas de microgeração, conforme o Projeto de Lei 371/2015 aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado.


Quanto aos estados, cada um decide se tributa ou não a energia injetada, de acordo com a realidade de cada localidade. A tendência é que as cidades adotem medidas de incentivo para a dedução do IPTU, como é feito em Palmas, no Tocantins.


Já no setor privado, o mercado disponibiliza diversas linhas de financiamento voltadas especificamente para GD – consulte aqui nossa postagem sobre o tema para mais detalhes.


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Agora você entendeu melhor porque a GD está se tornando popular, né? São dezenas de vantagens e benefícios que só tendem a melhorar. Cada vez mais os consumidores estão buscando liberdade, economia e desburocratização de processos. Faça parte desse movimento! Entre em contato aqui e invista em energia renovável para uma GD de sucesso.


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